Etapa de aprendizagem: 9–12 anos
Contexto: Trabalho técnico baseado num vídeo de treino em que os jogadores praticam diferentes tipos de drible com oposição passiva, priorizando o domínio técnico, a coordenação e a utilização de ambos os perfis.
Destinatários: Treinadores da Academia de Futebol de Angola (AFA)

Objetivos da atividade
- Técnica individual: Drible.
- Capacidades coordenativas: Coordenação geral e específica.
- Aspetos neuromotores: Lateralidade e domínio de ambos os perfis (direito e esquerdo).
Parte teórica
O drible
O drible é uma ação técnica fundamental no futebol de formação, especialmente na faixa etária dos 9 aos 12 anos, pois contribui de forma decisiva para o desenvolvimento integral do jogador. Através do drible, o futebolista aprende a relacionar-se com a bola em situações de oposição, a perceber o espaço e a tomar decisões rápidas mantendo o controlo da ação.
Numa perspetiva formativa, o drible não só melhora a habilidade técnica, como também potencia a confiança, a criatividade e a capacidade de resolver situações individuais dentro do jogo coletivo. O seu ensino deve orientar-se para que o jogador compreenda quando e como utilizá-lo, integrando-o progressivamente em contextos reais de jogo.
O drible entende-se como a ação técnica através da qual o jogador supera um adversário direto e continua a progredir com a bola, impedindo que o oponente intervenha na ação. Pode manifestar-se de forma simples, quando não existe uma ação prévia de engano, ou de forma composta, quando a ultrapassagem ocorre após um engano corporal ou gestual.
Para executar um drible eficaz é necessário um adequado domínio dos apoios no solo, um bom controlo corporal, manuseio preciso da bola e uma correta coordenação entre o tronco superior e inferior. A estas qualidades somam-se a habilidade, a destreza, a imaginação e a capacidade de realizar mudanças de ritmo que desestabilizem o adversário.
Quanto à sua aplicação no jogo, o drible justifica-se especialmente em zonas ofensivas para criar ângulo de remate, quando o portador da bola se encontra isolado ou quando permite clarificar uma ação posterior. Pelo contrário, não é adequado quando existe uma opção clara de passe, em zonas defensivas com acumulação de adversários ou quando já se dispõe de um ângulo favorável de finalização.
Parte prática
Descrição da tarefa
Os jogadores realizam uma sequência de exercícios de drible com oposição passiva, centrados na execução correta do gesto técnico e na utilização consciente de diferentes tipos de engano. A oposição passiva permite que o jogador se foque na qualidade do movimento, no controlo da bola e na coordenação, sem a pressão excessiva da tomada de decisões complexas.
As tarefas organizam-se em percursos ou estações, onde cada jogador enfrenta o oponente utilizando diferentes tipos de drible, combinando ambos os perfis. Dá-se prioridade à alternância do pé dominante e não dominante, bem como à correta orientação corporal antes, durante e após a ultrapassagem.
Durante a execução, os jogadores praticam enganos corporais, mudanças de direção, variações de ritmo e fintas simples, mantendo sempre o controlo da bola e a fluidez do movimento. O treinador observa, corrige e reforça positivamente os aspetos técnicos e coordenativos, promovendo a confiança e a criatividade do jogador.
Orientações metodológicas
- Favorecer um ambiente de aprendizagem seguro e motivador.
- Priorizar a qualidade do gesto técnico em detrimento da velocidade de execução.
- Estimular a utilização equilibrada de ambos os perfis.
- Adaptar o nível de oposição de acordo com a evolução do grupo.
Conclusão
Esta atividade permite aos treinadores da AFA trabalhar o drible de forma estruturada e pedagógica, respeitando a etapa evolutiva dos jogadores. O uso da oposição passiva facilita a consolidação da técnica, o desenvolvimento coordenativo e a melhoria da lateralidade, estabelecendo bases sólidas para uma posterior integração do drible em situações reais de jogo.
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